Tricolor inicia a temporada com quarteto família no banco de reservas
Comissão técnica tem irmãos e pai e filho trabalhando juntos no Olímpico
Um trabalho a oito mãos. Se tem um quarteto empolgante em campo, com Souza, Hugo, Leandro e Borges, fora dele uma outra formação promete fazer o Grêmio retomar o caminho das conquistas. No banco de reservas, Silas, Paulo Pereira, Paulo Paixão e Anderson Paixão são os responsáveis pela preparação física e técnica do grupo. Passa por eles a busca por sucesso na campanha do Gauchão, que começa neste domingo para o Tricolor. O time estreia às 17h, contra o Pelotas, em Pelotas.
Durante a pré-temporada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a comissão técnica atraiu olhares. Silas e Paulo Pereira são irmãos e chegam ao Olímpico credenciados pelo grande trabalho realizado no Avaí nos dois últimos anos. Pai e filho, Paulo e Anderson Paixão são a prova de que a família virou escola.
O sobrenome virou um selo de qualidade no campo da preparação física. Paulo Paixão é um dos mais respeitados da área. No currículo, a Libertadores de 1995 pelo Tricolor, o pentacampeonato em 2002 com a seleção brasileira, e o Mundial de 2006 pelo Inter. No retorno ao Olímpico, é o coordenador físico. Anderson carrega bem mais que um sobrenome. Herdou o estilo motivador. Os gritos e palmas durante os circuitos de treinos comprovam a força da genética.
Silas (centro) faz exercícios com os jogadores
- Não tem como separar o Anderson do Paulo. Vai sempre estar relacionado, e estou acostumado. Comecei a trabalhar com preparação física com 16 anos. Os livros e artigos são os mesmos para todo mundo, mas a forma de aplicar é diferente. Existe semelhança? Claro. Eu trabalho com ele há quatro anos. Mas não é o mesmo trabalho. Já tivemos a oportunidade de trabalhar juntos, mas eu era o auxiliar. Agora, os papéis se inverteram. Sobre o estilo, é questão de genética. É como dizem: ‘O fruto não cai longe do pé’ (risos) – frisou Anderson.
Irmãos e ex-jogadores, Silas e Paulo enfrentam o maior desafio da dupla. À frente de um grande clube pela primeira vez, apostam na parceria para superar qualquer obstáculo.
- Eu disse para diretoria do Grêmio que o Paulo está comigo porque foi jogador, jogou 12 anos lá fora, na Europa, no México. Primeiro pela qualidade, depois pela confiança. É meu irmão. E a mesma coisa é o Paulo (Paixão) com o Anderson, que é muito competente. Já disse para o Paulo que ele (Anderson) está completamente desvinculado do pai. Não tem peso nenhum de ser filho do Paixão. Ele faz sozinho, tem o carisma, os jogadores respeitam ele. A mesma coisa com o Paulo (Pereira). Está comandando nos dois toques, e o pessoal vê que ele conhece. Estamos juntos na estrada há muito tempo e ele me ajuda – explicou Silas.
Paulo Pereira é o braço direito de Silas
Para quem imagina que o trabalho familiar deixa tudo mais fácil, Anderson faz uma ressalva.
- A cobrança é normal, mas muitas vezes passamos da conta. Quando se tem uma relação só profissional, você cuida para não passar certos limites, mas quando você já tem uma relação familiar, sabe que pode cobrar e exigir um pouco mais. Sabemos que é para o bem do trabalho, que é colocar a equipe em condições de jogo – contou.
Juntas, as famílias têm o apoio da diretoria para realizar um trabalho que promete render bons frutos.
- A família Paixão e a família Silas são a base que vai sustentar as nosssas metas, que são a conquista do Gauchão e da Copa do Brasil – disse o diretor de futebol Luiz Onofre Meira.
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