Jonas pede mudança de postura
Assim como Renato Gaúcho, atacante usa a camisa 7 e espera fazer história no Grêmio. Tricolor volta a encarar o Goiás neste domingo
Na derrota de 2 a 0 para o Goiás, na quinta-feira, o Grêmio atuou com apenas um atacante. Nesta sexta, Renato orientou um time de reservas no esquema 4-3-3. Como o treinador comandará um coletivo dos titulares pela primeira vez neste sábado, os torcedores poderão ver o dedo do técnico no time no novo duelo com os goianos.
Se Jonas foi um pouco isolado no ataque, na quinta-feira, o atacante não se preocupa com o esquema tático. Para ele, o que é preciso mudar é a postura do time.
- Em relação à função, já atuei com um atacante só. Independentemente da formação, temos que mudar a postura – afirma Jonas.
Renato é o eterno camisa 7 do torcedor. Hoje, o uniforme é utilizado por Jonas. E o atacante gremista sabe da responsabilidade:
- Não cheguei a ver o Renato jogar muito, mas a gente sabe de como ele foi importante para o clube. Todo jogador procura se espelhar em um ídolo como esse. Também me identifiquei usando a sete, como ele. Também espero ter oportunidade de fazer história.
A partida contra o Goiás é neste domingo, no Olímpico, às 18h30m.
Jonas se valoriza 15 vezes mais
O jogador, que foi comprado pelo Grêmio por R$ 1,2 milhão, vale atualmente cerca de R$ 18,5 milhões

Jonas está no Grêmio desde 2007
É um milagre econômico. Goleador do Brasileirão, junto com o flamenguista Adriano, o atacante Jonas, do Grêmio, vale hoje cerca de 15 vezes o que valia há dois anos, quando chegou ao Olímpico. Fosse ele um ativo na Bolsa de Valores, sua ação teria valorizado, nesse período, 1.440%. Uma mudança e tanto para quem em março foi classificado por um jornal espanhol de o pior atacante do mundo.
Jonas foi contratado do Santos em setembro de 2007, dois dias antes do encerramento do período de inscrições para o Brasileirão. O Grêmio pagou R$ 1,2 milhão, parcelados, por 50% de seus direitos federativos. O restante pertence ao Santos (30%) e ao próprio jogador (20%). Hoje, segundo o empresário Jorge Machado, nenhum clube do exterior conseguiria levá-lo por menos do que € 7 milhões, cerca de R$ 18,5 milhões.
- Ele faz muitos gols. O europeu gosta disso. Teria lugar certo em qualquer clube da Espanha, da Alemanha ou da Itália – diz Machado, que intermediou a venda de Carlos Eduardo e Rafael Carioca, cujos valores somados chegaram a € 17 milhões, mais de R$ 44 milhões.
Nem sempre foi assim. No início deste ano, Jonas possuía escasso valor de mercado. Serviria, no máximo, como moeda de troca para algum negócio. Só participou da pré-temporada, em Bento Gonçalves, por insistência do presidente Duda Kroeff.
- Eu tinha certeza de que ele havia progredido em sua passagem pela Portuguesa – afirma Duda.
Jonas não pensa em sair do Grêmio tão cedo. Antes, quer conquistar a Libertadores. No momento, sua preocupação é ganhar a disputa particular com Adriano e realizar o sonho de ser o principal goleador do Brasileirão. Em 2005, foi vice-goleador da Série B, pelo Guarani. Fez 12 gols, quatro a menos do que Reinaldo, o goleador.
- Bati na trave. Desta vez vai dar - prevê.








