Grêmio x Internacional – Transmissão ao vivo

July 18, 2009 by Guih Monteiro · Leave a Comment
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Grêmio e Inter celebram 100 anos de rivalidade com Gre-Nal no Olímpico

Jogo ocorre um dia depois do centenário do primeiro encontro entre os rivais de Porto Alegre

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Montagem

Tcheco, do Grêmio, e D’Alessandro, do Inter

Ganhe quem ganhar, não vai ter faixa no peito, volta olímpica ou taça no armário. Perca quem perder, não será o fim do mundo. Na prática, o Gre-Nal deste domingo não é daqueles de vida ou morte. Mas a questão é que ele vai muito além da frieza dos resultados. Às 16h, quando a bola rolar no Olímpico, não são apenas três pontos na tabela do Campeonato Brasileiro que estarão em jogo. O que mais importa é o orgulho de ser o vencedor de um clássico que já está previamente marcado na história de Grêmio e Internacional.

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É o Gre-Nal que marca os 100 anos de uma das maiores rivalidades do futebol mundial. O primeiro encontro entre tricolores e colorados foi em 18 de julho de 1909. Na ocasião, o Grêmio, já com seis anos de vida, atropelou um recém-nascido Inter, que ainda engatinhava com seus três meses de existência. O jogo terminou 10 a 0. Cem anos e um dia depois, os gigantes de Porto Alegre, ambos campeões do mundo, ambos carregados de conquistas e orgulhos, voltam a duelar. Mais do que uma partida, o Olímpico verá a celebração de dois clubes que não se entendem, mas não se separam.

O Inter vai para o clássico em situação melhor na tabela. O time colorado é o vice-líder do Brasileirão, com 23 pontos. O Grêmio, com 15, é o oitavo.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes do clássico histórico em Tempo Real, com vídeos. O Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra ao vivo para todo o país.

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Um jejum que incomoda

O Grêmio vê o Olímpico como ponto determinante na luta para encerrar o jejum de sete Gre-Nais sem vitória. O primeiro clássico de 2009 foi em Erechim, e os outros dois tiveram o Beira-Rio como palco. O Inter ganhou todos. É uma sequência negativa, nascida em 2007, que incomoda os jogadores do Grêmio.

- Temos a obrigação de vencer por ser em casa e uma responsabilidade maior ainda por termos perdido os Gre-Nais do Gauchão. Devemos uma resposta aos nossos torcedores e a nós mesmos – disse o capitão Tcheco.

Será o primeiro Gre-Nal de Paulo Autuori como técnico do Grêmio. Em 1999, ele participou de cinco clássicos defendendo o Inter. Venceu dois, perdeu dois e empatou um. O treinador diz que a partida cria uma atmosfera diferente, mas pede que sua equipe seja o mais natural possível. Ele não quer nada diferente do habitual.

O Grêmio tem dois desfalques para domingo. O lateral-direito William Thiego, expulso contra o Coritiba, e o zagueiro Léo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, estão fora. Na zaga, Réver volta para formar dupla com Rafael Marques. O flanco deve ficar a cargo de Joilson, que foi praticamente confirmado por Autuori.

Souza volta ao time no meio. No ataque, dois argentinos. Jonas, apesar dos gols que fez nos dois últimos jogos, volta ao banco de reservas. Herrera foi escolhido pelo treinador para ser o parceiro de Maxi López na frente.

Inter misterioso, mas com D’Alessandro

O Inter vai cheio de mistérios para o clássico. Até o esquema está indefinido. Como Tite está com poucos volantes, deve optar pelo esquema 3-5-2, já utilizado na vitória de 4 a 2 sobre o Fluminense. Magrão e Glaydson, expulsos na última rodada, estão fora. O alento para o treinador é o retorno de Sandro, recuperado de lesão muscular.

- Encaro o 3-5-2 como uma opção. Como perdi os volantes, é uma possibilidade. Antes, já descartaria – disse o treinador.

A noite de sexta-feira reservou uma boa notícia para os colorados. O argentino D’Alessandro, de repetidas grandes atuações em Gre-Nais, ganhou efeito suspensivo do STJD após receber 60 dias de suspensão pela confusão na final da Copa do Brasil. Assim, El Cabezón está liberado para o clássico e deve começar a partida.

Kleber, após cumprir suspensão, estará na ala esquerda. Bolívar cuidará do outro lado. Há uma dúvida no ataque, entre Taison e Alecsandro. O garoto, autor de dois gols contra o Fluminense, tem mais chances.

Nova vitória sobre o maior rival poderá enterrar as contestações ao time do Inter. A equipe caiu de rendimento após as perdas da Copa do Brasil e da Recopa. Tite chegou a balançar no cargo, mas corre risco quase nulo de perder o emprego em caso de insucesso no clássico.

Gre-Nal: clássico completa um século de muita emoção e rivalidade

July 18, 2009 by Guih Monteiro · Leave a Comment
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Há exatos 100 anos, Tricolor goleava o Colorado por 10 a 0 no primeiro duelo entre os gigantes do Sul. Mas Colorado tem mais vitórias no geral

Editoria de Arte Globo.com/GLOBOESPORTE.COM

Em cem anos de história, Grêmio e Internacional estiveram 376 vezes frente a frente

Qual o clássico de maior rivalidade do futebol brasileiro? A pergunta não tem uma resposta unânime. Muitos poderiam responder Vasco x Flamengo, Palmeiras x Corinthians ou Cruzeiro x Atlético-MG. Mas um jogo que certamente seria muito votado é um duelo que completa cem anos de história neste sábado. E que será revivido neste domingo, mais uma vez mobilizando as duas maiores torcidas de um dos principais estados brasileiros. Grêmio e Internacional ficam frente a frente no Olímpico, 100 anos e um dia depois do primeiro encontro, realizado em 18 de julho de 1909.

No duelo inaugural, no estádio da Baixada, pertencente ao Tricolor, o Inter, fundado apenas três meses e meio antes, acabou não conseguindo fazer frente à maior experiência do rival, criado em 1903. E o primeiro capítulo do duelo terminou em goleada: Grêmio 10 a 0. A honra de marcar o primeiro gol do Gre-Nal coube ao alemão Edgar Booth.

Nos cinco jogos seguintes, cinco vitórias gremistas (incluindo três goleadas – 5 a 0, 10 a 1 e 6 a 0). Mas no duelo de 1915 (31 de outubro) o Colorado quebrou a sequência do adversário, também com um placar folgado: 4 a 1.

Se o Grêmio iniciou melhor o confronto, o Inter tem vantagem no histórico depois de cem anos. Em 376 clássicos disputados, o Colorado venceu 141 vezes. Uma vantagem de 23 triunfos em relação ao Tricolor (118). Ocorreram ainda 117 empates.

Nos números, há um polêmica em relação ao Gre-Nal de número 11, de 4 de agosto de 1918.  A partida foi paralisada devido a uma confusão em campo quando o Grêmio vencia por 1 a 0. A vitória é atribuída pela maioria dos pesquisadores ao Tricolor, mas alguns alegam que o Grêmio se recusou a concluir o jogo.

Em cem anos, muitos Gre-Nais ficaram marcados na história de colorados e gremistas.

Do lado do Inter, um dos triunfos memoráveis é a goleada por 6 a 2 sobre o rival em 26 de setembro de 1954. O jogo não era uma decisão, mas foi o primeiro entre as duas equipes no recém-inaugurado estádio Olímpico.

Coube ao Colorado também vencer o jogo que ficou batizado como o “Gre-Nal do século”. Em 12 de fevereiro de 1989, os dois clubes se encontraram em uma das semifinais do Campeonato Brasileiro de 88. A vitória valia, além da classificação para a decisão, uma vaga na Taça Libertadores. No jogo de ida, no Olímpico, empate sem gols. No Beira-Rio, o Grêmio largou na frente com Marcus Vinícius. No segundo tempo, mesmo com um homem a menos (Casimiro foi expulso ainda na primeira etapa), o Inter conseguiu a virada, com dois gols do atacante Nilson

Um dos clássicos mais marcantes para a torcida do Grêmio ocorreu em 25 de setembro de 1977. O Inter era octacampeão gaúcho. Depois de tanto tempo de domínio do adversário, os gremistas conseguiram soltar o grito de campeão da garganta graças a um gol do atacante André Catimba no Olímpico. Na comemoração, André tentou dar uma cambalhota no ar. Mas calculou mal o salto e acabou caindo de peito no chão. Resultado: se machucou e teve que ser substituído. Mas a alegria pelo título foi maior .

Outra conquista inesquecível para o Grêmio ocorreu 44 anos antes. Em 1935, o torneio de Porto Alegre (que depois passou a considerado como Campeonato Estadual) foi especial, por ser disputado no ano do centenário da Revolução Farroupilha, organizada pelos gaúchos contra o governo central e que criou a República Rio-Grandense, que durou dez anos (1835-45). No Gre-Nal decisivo da competição, o goleiro gremista Lara, apesar de proibido de atuar pelos médicos, entrou em campo e foi peça importante para a vitória da equipe por 2 a 0. No intervalo, com fortes dores no peito, foi substituído e internado. Morreu dois meses depois, se tornando um verdadeira lenda no clube. É citado até no hino gremista.

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