Gre-Nal – Internacional x Grêmio – Transmissão ao vivo
Gre-Nal é sempre prioridade: às 16h, tem clássico pela final do Gauchão no Gigante
Envolvidos com competições paralelas, Inter e Grêmio vão com tudo para o primeiro duelo pela decisão do Estadual

Fossati contra Silas: no primeiro clássico do ano, técnico do Inter foi o vencedor
Tudo bem, uma Libertadores da América vale muito mais do que o Gauchão. Sim, é bem verdade que uma Copa do Brasil é muito mais representativa do que um Estadual. Mas tente explicar isso para um colorado ou um gremista das 16h até perto das 18h deste domingo. Tem Gre-Nal no Beira-Rio. Não é Libertadores, não é Copa do Brasil, mas pouco importa: pelo menos por duas horas, não existe prioridade maior do que o clássico para Grêmio e Inter. E vale título.
É o primeiro duelo da decisão do Campeonato Gaúcho. O outro será no domingo seguinte, dia 2 de maio, no Olímpico. As duas partidas compõem uma raridade: é apenas a segunda vez na década em que os dois eternos rivais disputam uma final de Estadual. A outra foi em 2006, com triunfo do Grêmio, que agora tenta evitar o tricampeonato estadual dos colorados.
Jorge Fossati escolheu a dedo sua principal dúvida para o Gre-Nal: ninguém menos que Andrés Nicolas D’Alessandro, argentino bom de bola e que adora um clássico. Ele já marcou três vezes contra o Grêmio. Em 2008, no mesmo jogo, fez um gol e deu o passe para outros três. O Inter ganhou por 4 a 1. Mesmo assim, El Cabezón pode ficar no banco, já que o Colorado vive momento de forte sequência de jogos.
O time vermelho jogou na quinta-feira, encara o Gre-Nal e já viaja nesta segunda para duelar com o Banfield, na Argentina, na quarta. A maratona já custou a presença de Kleber no clássico. O lateral-esquerdo sequer foi relacionado. Deve ser substituído por Juan, recém-saído das categorias de base.

- Tenho que ir tranquilo e fazer meu melhor. Eu estou sempre preparado. Estou pronto. Se tiver que jogar, vou dar meu máximo – disse o jogador.
No meio, caso realmente não tenha D’Alessandro, o Inter deve contar com Giuliano ao lado de Andrezinho. No ataque, Walter também pode ficar fora, e aí a principal alternativa é Edu, que foi expulso contra o Deportivo Quito e, por isso, não irá a Buenos Aires. O 4-4-2, pela ausência de zagueiros (Índio, lesionado, e Fabiano Eller, suspenso, estão fora), é o sistema mais provável.
O Inter vê qualidades no Grêmio, detecta perigo especialmente na dupla de ataque do rival, mas espera encaminhar classificação no Beira-Rio. A ideia é vencer sem levar gols, já que a decisão tem saldo qualificado.
Grêmio vai para cima, mas com cuidado

Hugo é o escolhido do técnico Silas para o lugar de Douglas, suspenso
Cautela e ousadia, mas sem exagero. O sufoco do segundo jogo contra o Avaí, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, serviu de lição para o Grêmio. Apesar de ter conseguido a classificação, o time deu campo para o adversário e foi muito pressionado. No Gre-Nal, Silas não quer a repetição do erro. O treinador promete um postura ofensiva.
- Vamos entrar no campo do rival. Foi um erro que cometemos contra o Avaí e pagamos por ele. Aliás, ficou barato. Esta postura retraída não vai ocorrer novamente – avisou.
O meia Douglas não joga. Suspenso, ele dá lugar a Hugo, que vai dividir a criação com Leandro. Há uma dúvida na escalação que pode fazer o esquema mudar. Sem Fábio Santos, vítima de um acidente doméstico, a lateral esquerda está vazia. Único jogador da posição em condições de jogar, o garoto Bruno Collaço sequer foi relacionado. Silas vai ter de improvisar. O lateral-direito Joílson e o zagueiro canhoto Neuton são opções. A tendência é de que o 4-4-2 seja mantido, mas a formação com três zagueiros não pode ser descartada. Neste caso, Rafael Marques ou Ozeia formaria a zaga com Mário Fernandes e Rodrigo. Nas alas, jogariam Edílson na direita e Hugo na esquerda.
O Grêmio parte para o segundo Gre-Nal do ano mais confiante e encorpado. No primeiro, disputado em Erechim, em janeiro, sofreu derrota por 1 a 0. Silas vê o grupo pronto para um momento decisivo. Ainda mais em um clássico. Se antes os rivais pareciam muito diferentes, a situação mudou.
- Nós jogamos partidas importantes, contra adversários fortes, dentro e fora de casa. O padrão de jogo foi se definindo dos dois lados, os jogadores sabem taticamente o que têm de fazer. É uma final de 180 minutos. Qualquer resultado no Beira-Rio não vai definir o campeão – afirmou.
Assim como na Copa do Brasil, o gol fora de casa é critério de desempate na final do Gauchão. É importante para o Grêmio fazer gols no Beira-Rio, algo que pode facilitar a vida do Tricolor na segunda partida.
| INTERNACIONAL | GRÊMIO |
| Abbondanzieri, Nei, Bolívar, Sorondo e Juan; Sandro, Guiñazu, Andrezinho e Giuliano (D’Alessandro); Walter (Edu) e Alecsandro. | Victor, Edílson, Mário Fernandes, Rodrigo e Joílson (Neuton); Ferdinando, Willian Magrão, Leandro e Hugo; Jonas e Borges . |
| Técnico: Jorge Fossati. | Técnico: Silas. |
| Estádio: Beira-Rio. Data: 25/04/2010. Horário: 16:00. Árbitro: Leonardo Gaciba. Auxiliares: José Franco Filho e Paulo Ricardo Conceição. | |
| Transmissão: A RBS TV exibe a partida ao vivo para o Rio Grande do Sul. O Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra para todo o país. | |
| Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 16h (de Brasília). | |
Grêmio x Internacional – Transmissão ao vivo
Grêmio e Inter celebram 100 anos de rivalidade com Gre-Nal no Olímpico
Jogo ocorre um dia depois do centenário do primeiro encontro entre os rivais de Porto Alegre
Tcheco, do Grêmio, e D’Alessandro, do Inter
Ganhe quem ganhar, não vai ter faixa no peito, volta olímpica ou taça no armário. Perca quem perder, não será o fim do mundo. Na prática, o Gre-Nal deste domingo não é daqueles de vida ou morte. Mas a questão é que ele vai muito além da frieza dos resultados. Às 16h, quando a bola rolar no Olímpico, não são apenas três pontos na tabela do Campeonato Brasileiro que estarão em jogo. O que mais importa é o orgulho de ser o vencedor de um clássico que já está previamente marcado na história de Grêmio e Internacional.
É o Gre-Nal que marca os 100 anos de uma das maiores rivalidades do futebol mundial. O primeiro encontro entre tricolores e colorados foi em 18 de julho de 1909. Na ocasião, o Grêmio, já com seis anos de vida, atropelou um recém-nascido Inter, que ainda engatinhava com seus três meses de existência. O jogo terminou 10 a 0. Cem anos e um dia depois, os gigantes de Porto Alegre, ambos campeões do mundo, ambos carregados de conquistas e orgulhos, voltam a duelar. Mais do que uma partida, o Olímpico verá a celebração de dois clubes que não se entendem, mas não se separam.
O Inter vai para o clássico em situação melhor na tabela. O time colorado é o vice-líder do Brasileirão, com 23 pontos. O Grêmio, com 15, é o oitavo.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes do clássico histórico em Tempo Real, com vídeos. O Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra ao vivo para todo o país.
Um jejum que incomoda
O Grêmio vê o Olímpico como ponto determinante na luta para encerrar o jejum de sete Gre-Nais sem vitória. O primeiro clássico de 2009 foi em Erechim, e os outros dois tiveram o Beira-Rio como palco. O Inter ganhou todos. É uma sequência negativa, nascida em 2007, que incomoda os jogadores do Grêmio.
- Temos a obrigação de vencer por ser em casa e uma responsabilidade maior ainda por termos perdido os Gre-Nais do Gauchão. Devemos uma resposta aos nossos torcedores e a nós mesmos – disse o capitão Tcheco.
Será o primeiro Gre-Nal de Paulo Autuori como técnico do Grêmio. Em 1999, ele participou de cinco clássicos defendendo o Inter. Venceu dois, perdeu dois e empatou um. O treinador diz que a partida cria uma atmosfera diferente, mas pede que sua equipe seja o mais natural possível. Ele não quer nada diferente do habitual.
O Grêmio tem dois desfalques para domingo. O lateral-direito William Thiego, expulso contra o Coritiba, e o zagueiro Léo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, estão fora. Na zaga, Réver volta para formar dupla com Rafael Marques. O flanco deve ficar a cargo de Joilson, que foi praticamente confirmado por Autuori.
Souza volta ao time no meio. No ataque, dois argentinos. Jonas, apesar dos gols que fez nos dois últimos jogos, volta ao banco de reservas. Herrera foi escolhido pelo treinador para ser o parceiro de Maxi López na frente.
Inter misterioso, mas com D’Alessandro
O Inter vai cheio de mistérios para o clássico. Até o esquema está indefinido. Como Tite está com poucos volantes, deve optar pelo esquema 3-5-2, já utilizado na vitória de 4 a 2 sobre o Fluminense. Magrão e Glaydson, expulsos na última rodada, estão fora. O alento para o treinador é o retorno de Sandro, recuperado de lesão muscular.
- Encaro o 3-5-2 como uma opção. Como perdi os volantes, é uma possibilidade. Antes, já descartaria – disse o treinador.
A noite de sexta-feira reservou uma boa notícia para os colorados. O argentino D’Alessandro, de repetidas grandes atuações em Gre-Nais, ganhou efeito suspensivo do STJD após receber 60 dias de suspensão pela confusão na final da Copa do Brasil. Assim, El Cabezón está liberado para o clássico e deve começar a partida.
Kleber, após cumprir suspensão, estará na ala esquerda. Bolívar cuidará do outro lado. Há uma dúvida no ataque, entre Taison e Alecsandro. O garoto, autor de dois gols contra o Fluminense, tem mais chances.
Nova vitória sobre o maior rival poderá enterrar as contestações ao time do Inter. A equipe caiu de rendimento após as perdas da Copa do Brasil e da Recopa. Tite chegou a balançar no cargo, mas corre risco quase nulo de perder o emprego em caso de insucesso no clássico.









